Simpósio

O Simpósio de Maputo é um evento da MenEngage África que poderá juntar até cerca de 1000 participantes, entre os quais académicos, activistas, representantes de entidades governamentais e da ONU para partilharem as suas perspectivas e experiências na busca de caminhos para alcançar a igualdade de género e transformação de normas sociais rumo a justiça social no continente.
O Simpósio de Maputo vai usar como base no primeiro Simpósio da MenEngage África sobre Fortalecimento da Capacidade da Sociedade Civil e Governos para Trabalharem com Homens e Rapazes, que decorreu em Joanesburgo, em 2009, em parceria com a Agência Sueca para Desenvolvimento Internacional (SIDA), a Fundação Commonwealth, a UNICEF da África Oriental e a Fundação Ford. O Simpósio Regional da MenEngage (2009, África do Sul) resultou na Declaração e Apelo para Acção da MenEngage.

Objectivos
O objectivo geral é de promover parcerias entre governos, actores da sociedade civil, académicos, pesquisadores, doadores e o público em geral de modo a se alcançar a justiça de género no continente.
Os objectivos específicos do Simpósio são:

• Partilhar evidências de impacto, recursos e prácticas relaccionados com o trabalho com homens e masculinidades para a promoção da igualdade de género no continente;

• Estimular diálogos, relações e colaborações entre académicos, activistas, peritos, e professionais de diferentes campos;

• Fortalecer o diálogo político regional sobre masculinidades e prestação de contas às mulheres, movimento LGBT e outros grupos socialmente reprimidos, incluindo seguimento de compromissos internacionais;

• Fortalecer as capacidades dos participantes para adoptação e implementação de abordagens multi-disciplinares para lidar com desigualdades de género, desenvolvimento e direitos humanos ao nível de políticas, programas e provisão de serviços;

• Desenvolver uma visão regional unificada sobre abordagens transformativas para engajamento de homens e rapazes na transformação de masculinidades e apoio ao empoderamento das mulheres, no contexo dos objctivos de desenvolvimento sustentáveis.

Antecedentes e justificativa
A Aliança da MenEngage fortalece o seu enfoque nas aspirações da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o seu princípio de “Não Deixar Ninguém Atrás””, que visa acabar com a pobreza e suas manifestações, incluindo a feminização da pobreza; combater as desigualdades dentro e entre os países para a edificação de sociedades pacíficas, justas e inclusivas; proteger os direitos humanos e promover a igualdade do género e o empoderamento das mulheres e raparigas; e contribuir para uma proteção eterna do planeta e seus recursos naturais.

A violência sexual continua a ser usada fortemente como uma arma de guerra, bem como uma forma de afirmação do poder, especialmente na região dos Grandes Lagos e Sudão do Sul, onde centenas de milhares de mulheres foram vítimas de estupro durante os conflictos afectando essas regiões. Em muitos dos casos, líderes e governos africanos bem como a União Africana não cumpriram integralmente o seu papel de proteger os direitos humanos e a dignidade de milhares de homens, mulheres e crianças nas situações de conflicto. Os progressos na prevenção destas atrocidades ou na responsabilização dos homens perpetradores tem sido muito lentos. De facto, são raros os casos em que alguma responsabilização a homens perpetradores terá sido feita em contextos de conflicto.

África possui dos mais altos níveis de violência doméstica e estupro do que qualquer região no mundo. Os níveis de violência baseada no género (VBG) são altos no continente e incluem violência física, violência sexual (no lar, no trabalho e nas escolas), mutilação genital feminina (MGF) e incapacidade de negociar o uso da camisinha. As mulheres são desproporcionalmente vulneráveis à pandemia do HIV não apenas através da violência do género, mas também pelas condições da pobreza, empoderamento limitado e enraizadas desigualdades do género.

Os homens não são apenas agentes de infecção; a sua saúde, e bem-estar, é também perigada pelos rígidos papéis do género. Assim sendo, é imperativo que centremos a nossa atenção sobre as intersecções entre homens e masculinidades, VBG, desigualdade do género, e HIV assim como em legislação específica e programas para lidar com essas epidemias.

Unfortunately, most African countries still persecute the LGBTIQA people. Same-sex relations are still illegal in 36 of the continent’s 54 countries, according to Amnesty International, and are punishable by death in states such as Mauritania, Nigeria and Sudan. It is important that governments throughout the continent do adhere to their commitments to protect the rights of all people in Africa, especially LGBTIQA.

Infelizmente, muitos países africanos ainda perseguem pessoas LGBTIQA. As relações entre parceiros do mesmo sexo continuam ilegais em 36 dos 54 países do continente, segundo a Amnestia Internacional, e são punidas com a morte em estados como a Mauritânia, Nigéria e Sudão. É importante que os governos no continente adiram ao seu cometimento de proteger os direitos de todas as pessoas em África, especialmente os LGBTIQA.
Existe um entendimente crescente do facto de que a espiritualidade, fé, religião e culturas nos indivíduos, famílias, comunidades, e não só, estão profundamente inculcadas ao nível individual e desempenham papéis cruciais em moldar as identidades e prácticas individuais dentro dos vários relacionamentos nos quais encontram-se envolvidos. Muitos estão cientes de que a fé e religião contribuem para (re)moldar as relações e discursos de género e da maneira como a fé e religião (ou intepretações religiosas) continuam a reforçar profundamente normas estereotipadas ao nível pessoal e diariamente.

Apesar de que o continente africano tem registado importantes progressos ao nível da legislação, políticas e serviços para a realização dos direitos humanos das mulheres, igualdade do género e direitos humanos em geral, ainda há muito por se fazer, particularmente em questões tais como conflictos, violência baseada no género, direitos sexuais e reprodutivos, incluindo os casamentos forçados e HIV.

Embora o trabalho com homens tem demonstrado um potencial significativo na edificação da igualdade de género e melhoria da saúde de homens e mulheres, muito tem sido local em escala e limitado no escopo. Para o trabalho com homens ser efectivo ao nível societal – para transformar as generalizadas desigualdades de género que caracterizam as nações e regiões pelo mundo fora – precisa ser incrementado. Isto significa agir como uma colectividade para promover o engajamento positivo de homens e rapazes, incorporar tal trabalho nas políticas públicas e trabalhar com os movimentos dos direitos das mulheres para avançar a tranformação de género. Este simpósio vai procurar abordar algumas destas preocupações para expandir o trabalho em volta das transformação das masculinidades e engajamento de rapazes e homens na justiça de género.

Tema e eixos temâticos
O tema central é Parcerias para Justiça de Género em África e será operacionalizado através dos seguintes eixos temâticos:

Violência contra Mulheres e Violência baseada no Género
– incluindo violência e discriminação baseada no género, práticas nocivas e violência sexual, violência contra as crianças, violência entre homens e suicídio.

Health and well-being
– incluindo direitos sexuais e reprodutivos, HIV e SIDA, doenças não transmissíveis, saúde mental, sistemas de saúde, equidade de saúde e procura de serviços de saúde pelos homens (testagem, tratamento, serviços preventivos de saúde em geral etc), planeamento familiar e abuso de substâncias.
Trabalho de Cuidados não-Remunerado
– pobreza, exclusão social e emprego, incluindo trabalho de cuidados, trabalho doméstico, meios de subsistência, desemprego e migração.

Cuidados, emoções e saúde masculina
– incluindo mudanças de papeis e relacionamentos ao nível doméstico e em geral, paternidade responsável, respostas à transformações económicas, sociais e ambientais.

Sexualidade e identidades
– diversidade sexual, movimentos LGBT, homo/transfobias, masculinidades inclusivas, vulnerabilidades, hegemonias e construção de sexualidade.
Não-violência, Paz e Justiça
– incluindo conflitos étnicos, violências estruturais, militarização, gestão de paz e pós conflictos, inclusão social e justiça.
Construção de masculinidades no continente
– incluindo tradições, ritos de iniciação, socialização, educação, cultura, etnicidade, normas sociais, masculinidades violentas e opressoras, abordagens baseadas na fé, média e cultura.
Prestação de contas e Parcerias
– ODSs, quadros de prestação de contas, responsabilização e apropriação.

Bolsas

O Segundo Simpósio da MenEngage África oferecerá um número limitado de bolsas para os participantes, por conseguinte, encoraja-se aos candidatos a procurarem financiamento próprio para cobrirem suas despesas. As bolsas irão priorizar a) candidaturas com abstractos aceites b) Homens e mulheres jovens africanas c) outros grupos provenientes de áreas com recursos limitados no continente.

Os candidatos devem enviar uma carta de motivação e CV para o seguinte email:
secretariat@maputosymposium2018.org.mz.

A bolsa incluírá um ou todos os ítens abaixo:

• Isenção de pagamento do registo
• Passagem aérea económica
• Taxas de vistos
• Acomodação económica
• Pequeno perdiem para refeições
• Transporte terrestre

Organizadores

Os organizadores do Simpósio de Maputo são a Rede HOPEM e a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane em nome da MenEngage África.

Registo

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Sobre o Maputo Simpósio

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O Simpósio de Maputo é um evento da MenEngage África que poderá juntar até cerca de 1000 participantes, entre os quais académicos...

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